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Pequenos Jornalistas

Um espaço onde os alunos do JARDIM DE INFÂNCIA DE TREMOCEIRA manifestam as suas opiniões, gostos, curiosidades; relatam as suas vivências e descobertas, tal como pequenos "jornalistas" em acção, numa janela muito grande aberta para o Mundo

Pequenos Jornalistas

Um espaço onde os alunos do JARDIM DE INFÂNCIA DE TREMOCEIRA manifestam as suas opiniões, gostos, curiosidades; relatam as suas vivências e descobertas, tal como pequenos "jornalistas" em acção, numa janela muito grande aberta para o Mundo

obrigada

O prazer de "ler"!

pequenos-jornalistas, 10.03.09

Este é um símbolo que os Pequenos Jornalistas descobriram em vários livros do Jardim de Infância, do baú dos livros da Biblioteca Itinerante dos Jardins de Infância do Agrupamento de Escolas de Porto de Mós, assim como da "Carrinha Mágica" (Bibliomóvel da Biblioteca de Porto de Mós, que nos visita quinzenalmente) e cujo significado já conhecem.

O Plano Nacional de Leitura recomenda Ler Mais nas escolas, Ler Mais nas bibliotecas, Ler Mais em família, Ler Mais em todo o lado!

Embora os Pequenos Jornalistas ainda não saibam ler como os mais crescidos, gostam de ouvir histórias, poesias, lengalengas e de ouvir ler ; eles também já sabem "ler" à sua maneira.

Sabem observar e interpretar as imagens dos livros, alguns já reconhecem letras isoladamente ou em pequenas palavras que conhecem, identificam e acompanham a direcção da escrita (da esquerda para a direita e de cima para baixo), manifestando prazer em abrirem um livro e descobrirem o que ele lhes oferece.

 

Muitos livros já passaram pelas mãozinhas de cada um!

Todos os dias há alguma actividade relacionada com a pré-leitura e até com a pré-escrita; mas na Semana da Leitura ouviram histórias de diversos livros,  e também algumas poesias de Sophia de Mello Breyner Andressen, autora em destaque. Este foi um deles, por se poder relacionar com o nosso projecto deste ano "Histórias da História" :

"Retrato de uma princesa desconhecida"

 

  (Ilustração da Catarina, 5 anos)

Para que ela tivesse um pescoço tão fino

Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule

Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos

Para que a sua espinha fosse tão direita

E ela usasse a cabeça tão erguida

Com uma tão simples claridade sobre a testa

Foram necessárias sucessivas gerações de escravos

De corpo dobrado e grossas mãos pacientes

Servindo sucessivas gerações de príncipes

Ainda um pouco toscos e grosseiros

Ávidos cruéis e fraudulentos

Foi um imenso desperdiçar de gente

Para que ela fosse aquela perfeição

Solitária exilada sem destino

 

(Poema de Sophia de Mello Breyner Andressen)

 

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