E se plantássemos alfaces na areia da praia que está na nossa caixa de areia? Será que se regássemos também cresciam como na terra da horta? E qual das alfaces cresceria mais depressa?
Fizemos uma actividade experimental, partindo destas interrogações.
Arranjámos dois vasos iguais; num colocámos terra da horta e no outro colocámos a areia da praia que fomos buscar à nossa caixa coberta, que está no recreio.
Foram evidentes as diferenças no crescimento das duas alfaces. A que foi plantada na terra da horta ficou rapidamente com mais e maiores folhas, estando os vasos sempre lado a lado e mantendo-se a rega igual para as duas alfaces.
Então percebemos que a terra da horta tem nutrientes que são assim uma espécie de alimentos bons para as plantas, ao passo que a areia da praia não os tem...é mais pobre e por isso as plantas crescem menos na areia.
O terreno onde são plantadas as plantas, influencia o desenvolvimento delas!
O cuco não gostava de couves, mas no fim passou a gostar!...
As couves da nossa horta são muito boas para comer na sopa.
Com uma máquina, migámos as couves para fazer caldo verde. Pareciam os cabelos da Fada Verde!
As nossas mãos também ficaram verdes. A Joana Rita e a Maria Eduarda tinham as mãos tão verdes que acharam que eram folhas duma planta. A cara delas eram as pétalas. Com esta ideia fomos pintar muitas flores giras!
Hoje, dia 22 de Abril, é o Dia da Terra. É celebrado já há 40 anos!
O David trouxe um livro especial, muito interessante e com o qual aprendemos muito. Chama-se: "Sim, eu posso! Ajudar a salvar o Planeta"; a autora é Emma Brownjohn, Alêtheia Editores. Para além de evidenciar alguns dos problemas actuais do Planeta Terra, também apresenta muitas sugestões do que cada um pode fazer para que este nosso querido Planeta seja mais verde e mais seguro. No final tem o "Jogo ecológico" que pode ser jogado por 4 amigos de cada vez.

De tarde fomos para a horta, pôr as mãos na TERRA!
Semeámos diversas sementes, espalhámos pela horta e pelos canteiros adubo que retirámos já pela 3ª vez do nosso compostor, regámos alguns vasos com água da chuva que temos recolhido, tresplantámos para a horta plantas de cabaças que tínhamos semeado, reconstruímos o charco do sapo com um plástico mais resistente (Sim! Porque temos um sapo que nos apareceu na horta...!), voltámos a encher o compostor com as folhas secas que amontoámos na floresta das traseiras do Jardim de Infância, plantámos flores que nos deu a vizinha São...enfim!
Metemos mesmo as mãos na Terra e soube tão bem!

Já retirámos adubo natural do nosso compostor!
Todos os restos orgânicos que pusemos lá dentro em camadas verdes e castanhas, ficaram transformados numa terra preta, bastante fofa, que agora se chama adubo orgânico ou biológico.
É um fertilizante biológico que vai dar mais alimentos para as plantas crescerem fortes e saudáveis na nossa horta.
Encontrámos lá bastantes minhocas, bichinhos de conta, porcas sara e outros bicharocos que nem sabemos o nome!
Como o compostor ficou meio vazio, tivemos que voltar a enchê-lo com as ervas daninhas e as folhas secas que apanhámos no recreio. Também juntámos cascas de frutas, restos dos legumes preparados nas cozinhas e muitas borras de café que o Sr. Rui nos deu.
É menos lixo que vai para o aterro e mais adubo que vai para as plantas!
Podemos assim ter uma verdadeira horta biológica, para além de pedagógica!

Já temos um cata-vento na nossa horta!
Gostamos muito do nosso lenhador, que só serra madeira se estiver muito vento!
É uma peça de artesanato feita por um senhor da Ribeira de Cima e foi colocado na horta com a ajuda do avô do Lucas, a quem muito agradecemos.
Depois aprendemos uma lengalenga que é dita quando estamos ao colo virados para quem nos segura e agarrados pelas mãos, balançando para trás e para a frente. É assim:
Serra madeira
carapinteira
a fazer pauzinhos,
a fazer filhózinhas.
Uma p'ra mim,
outra p'ra ti
outra p'ró Pedro,
outra p'rá velha
do rabo azedo
zz-zz, zz-zz,zz-zz
Foi já há algum tempo atrás que resolvemos colocar muito juntinhas as 17 cebolas que cresceram na nossa horta.
No Jardim de Infância ninguém sabia muito bem como fazer um cabo de cebolas...
Sem desistirmos da tarefa, lá conseguimos fazer uma espécie disso, como aqui se vê.
A biodiversidade na horta e nos canteiros do nosso Jardim de Infância, possibilitou a visita de insectos e outros "bicharocos" espectaculares a esses espaços!
Os Pequenos Jornalistas puderam observar com toda a atenção, as características de cada um e a maravilha que eles são, à medida que nos visitaram.
Um louva-a-deus que se confunde com os caules secos das flores do canteiro grande. Têm aparecido muitos neste início de Outono.
Um gafanhoto que deposita um ovo na folha larga do nosso milho verde.
Uma borboleta muito especial pousada numa folha do nosso Ulmeiro.
A lagarta predadora que em conjunto com as colegas comeram muitas folhas das nossas couves.
A Joaninha, que em conjunto com as amigas, ajudou a acabar com os piolhos do feijoeiro e que afinal é cor de laranja com pintinhas pretas.
Que horta generosa!
Quem semeia, planta e cuida, também há-de colher!
Foi o que aconteceu aos Pequenos Jornalistas neste espaço maravilhoso, uma espécie de laboratório ao ar livre, onde muitos e importantes factos se aprendem experimentando, com todos os sentidos em acção!
Foi um processo lento, desde as plantinhas bebés até à abóbora bem cor de laranja!
Os Pequenos Jornalistas puderam observar e acompanhar quase todas as transformações da abóbora, à medida que ia crescendo. Só quando teve que ser colhida, eles estavam de férias...
Mas o registo foi feito e agora pode ser visto aqui no nosso blog.
Valeu a pena esperar para vermos mais uma maravilha que a natureza nos deu!
Foi uma maravilha!
As plantas bem cuidadas da nossa horta biológica produziram legumes espectaculares, também durante as férias dos Pequenos Jornalistas!
Para que todos ficassem a saber o que a terra nos deu com tanta generosidade em retribuição dos nossos cuidados, a jornalista maiorzita fez umas fotos de registo.
Aqui estão elas:
Na manhã de sábado, dia 6 de Junho, foi a Feira das Hortas Biológicas no Mercado Municipal de Porto de Mós.
O que os Pequenos Jornalistas disseram em grande grupo sobre esta Feira tão especial:
Acompanhámos estas plantas desde que eram "bebés" até agora, já "adultas" e saudáveis, visto o seu equilíbrio biológico ter sido respeitado.
No início de Junho tinha chegado a hora de serem colhidas, arrancadas da terra, para serem consumidas pelas pessoas na sua alimentação e eventualmente serem vendidas na Feira das Hortas Biológicas em Porto de Mós.
Era um ciclo que se ia fechar...!
Neste "Dia Nacional da Conservação da Natureza", (28 de Julho) aqui ficam algumas imagens que ilustram o Amor que os Pequenos Jornalistas também dedicam às plantas, em particular às que acompanharam no seu processo de vida...
As sextas-feiras são sempre o dia da horta no Jardim de Infância. Lá podemos descobrir tantas coisas importantes...! E também podemos brincar à matemática.
Os Pequenos Jornalistas mais crescidos fizeram este registo num quadro de duas entradas, com alguns dos legumes plantados na nossa horta . Ficou assim:
Temos 3 morangueiros na nossa horta e apanhámos 3 morangos !
Observámos e acompanhámos a transformação da flor em fruto, ainda presente!
Como só havia 3, a Graça trouxe mais para todos!
Reparámos que, quando aberto ao meio, tinha a forma de um coração!
Por isso é um fruto do Amor!
Mas fizemos outras descobertas:
Tínhamos semeado, plantado, regado, esperado que crescessem as plantas, descoberto as minhocas, as borboletas, as joaninhas, os bichinhos de conta, as lagartas , os piolhos e outros insectos que apareceram pela horta...
Agora era o tempo de colher os legumes e de os vender na Feira das Hortinhas Biológicas, no Mercado Municipal de Porto de Mós, (como já vem sendo hábito) e assim os Pequenos Jornalistas ficarem com a noção da necessidade de comercializar os produtos, respondendo às necessidades das pessoas que não têm hortas.
Este ano o tempo atmosférico não foi o melhor para os produtos hortícolas, porque faltaram dias de sol e por isso as plantas demoraram mais a crescer.
Para melhor compor a nossa banca no mercado, pedimos a colaboração dos Pais dos Pequenos Jornalistas e assim foi possível apresentar muitas variedades de produtos fresquinhos! Obrigado a todos!
Como temos andado a descobrir e a brincar com as rimas, resolvemos inventar rimas para identificar os locais de venda dos diversos produtos. Por exemplo : "A Joana gosta de banana", "Comer tomate não é disparate", "A cenoura não é uma tesoura", "A laranja não tem franja"!...Foi divertido!
Apanhámos os primeiros morangos biológicos da nossa horta!
Eram só 6, mas a Graça trouxe mais para naquele dia todos podermos provar moranguinhos! Huuummm! Tão saborosos, vermelhos, doces e fresquinhos!
Um obrigado à terra da nossa horta e à chuvinha que a tem regado!
E na horta cresceram ervas por todo o lado! As lagartas das couves encheram as barriguinhas com as folhas que restavam; os piolhos também se passeiam pelas folhas de couve restantes. Pouco mais há na horta, a não ser o tomilho que algumas pessoas chamaram de pimenteira; (é uma planta com perfume intenso que podemos usar para temperar carnes, saladas e azeitonas).
O avô do Filipe disse-nos que agora o que há a fazer na horta é roçar as ervas e depois cavar mais fundo colocando algum estrume em profundidade. E mais perto da Primavera fazer então as sementeiras e plantações.
Já começamos a fazer a primeira parte destas sugestões...
Haverá alguém que nos ajude a fazer a segunda parte?
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